A Boeing apresentou uma proposta ambiciosa à NASA para levar astronautas à Lua em menos fases, ou eventos críticos que o plano original da Agência Espacial Norte-Americana. Segundo a Boeing, através de uma aproximação simplificada abrem-se novas oportunidades de sucesso para a chegada à Lua em 2024, através do programa Artemis.

Como explica no seu blog, a proposta pretende reduzir o número de segmentos e múltiplos lançamentos, diminuindo os 11 eventos críticos para apenas cinco. Na sua visão, é possível enviar os elementos de ascensão e descida à órbita lunar em apenas um foguetão. Para isso, o lander integrado da Boeing consegue viajar da órbita para a superfície lunar sem a necessidade de transferências adicionais, reduzindo lançamentos e passos adicionais.

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A empresa destaca que desenvolveu este plano com menos passos para chegar à Lua considerando a utilização do “elevador” Space Launch System (SLS Block 1B) da NASA e dessa forma descomplexar a missão, enquanto oferece o caminho mais seguro e direto para a superfície lunar.

O design flexível do lander pode também ser utilizado em outras missões de exploração da NASA, já que pode fazer a acoplação no Gateway na orbita lunar ou diretamente com o Orion, eliminando a necessidade de naves adicionais. O lander utiliza tecnologias baseadas na nave Boeing CST-100 Starliner, que vai ser demonstrada durante um voo de teste à Estação Espacial Internacional no próximo mês de dezembro.

A “corrida” para regressar à Lua numa missão tripulada continua acesa, e as empresas privadas têm participado no programa Artemis da NASA contribuindo em diferentes segmentos. Seja a SpaceX com a sua Crew Dragon, a cápsula Orion da NASA e o lander lunar da Blue Origin de Jeff Besos, e também a Boeing, todos estão a ultimar os seus veículos para cumprir o prazo de 2024 estabelecido pela Agência Espacial Norte-Americana para regressar ao satélite natural da Terra, incluindo a primeira mulher a pisar a superfície lunar.

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