Musical.ly já se fundiu com o Tik Tok em 2018, mas agora os Estados Unidos poderão ter decidido abrir uma revisão de segurança nacional sobre a aquisição da empresa chinesa ByteDance no valor de 800 milhões de dólares em 2017. A notícia é avançada pela Reuters e segue-se a um pedido de investigação ao Centro de Contraterrorismo dos Estados Unidos.

Em outubro, e depois de várias semanas em que a app de criação de vídeos foi alvo de várias acusações, os senadores Chuck Schumer e Tom Cotton enviaram uma carta a Joseph Macguire, atual diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, pedindo que a instituição avançasse com uma investigação sobre a app devido ao eventual risco para a segurança do país. Em termos concretos, os senadores destacaram algumas ameaças, como a censura ou manipulação de conteúdos disponíveis na plataforma e a influência de campanhas eleitorais.

De acordo com as fontes agora citadas pela Reuters, o Comité de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) terá começado a rever o acordo entre a empresa chinesa e a Musical.ly. A agência avança ainda que o Tik Tok não terá procurado a autorização do CFIUS quando adquiriu o Musical.ly.

Na mesma altura em que a carta foi enviada, o Tik Tok divulgou um comunicado onde esclarece as várias acusações, garantindo que todos os dados dos utilizadores americanos são armazenados efetivamente nos Estados Unidos, com um sistema de backup em Singapura e que os data centers estão localizados fora da China e que nenhum dos dados estão sujeitos às leis chinesas. Para além disso, a empresa disse contar “com uma equipa técnica dedicada e focada em implementar políticas robustas de cibersegurança e práticas de privacidade e segurança de dados”.

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