Até agora só aconteceram quatro colisões entre satélites, com as cerca de 8.000 toneladas de lixo espacial em órbita a terem origem em explosões de tanques de propulsão ou baterias.

Para entender o que acontece quando dois satélites colidem, a Agência Espacial Europeia (ESA) criou um novo projeto que simula esses “confrontos” e permite prever melhor a existência de futuros detritos espaciais.

“Queremos ser capazes de visualizar em detalhe como é que os satélites se desintegram e quantos pedaços de detritos são produzidos para melhorar a qualidade dos nossos modelos e previsões”, afirma a supervisora do projeto da ESA.

Para isso estão a ser feitos dois tipos diferentes de simulações: um no Fraunhofer Institute for High-Speed Dynamics, na Alemanha, e o outro em um consórcio liderado pelo Centro de Estudos e Atividades para o Espaço da Universidade de Pádua, em Itália.

A primeira abordagem é baseada num método numérico sofisticado que simula os processos de deformação e fragmentação numa colisão enquanto que, na segunda abordagem, o aparelho surge composto por elementos maiores em que, quando acontece uma transferência de energia da colisão, os elementos são fragmentados.

Os dois tipos de simulação pretendem dar uma nova visão da física subjacente às colisões e, assim que replicarem a realidade observada, vão ser usadas para reproduzir os impactos de satélites de 500 kg.

Desde 2012, a iniciativa Espaço Limpo da ESA tem trabalhado para manter o espaço um sítio seguro, limpo e acessível às gerações futuras, reduzindo o impacto ambiental das nossas atividades espaciais ao longo de todo o seu ciclo de vida.

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