O Spot, a estrela “canídea” robótica da Boston Dynamics, saltou do laboratório para o “mundo do trabalho”, fazendo até uma breve passagem pelo Web Summit. Dado ser uma plataforma robusta e personalizável, com aplicações em tarefas que poderiam pôr em causa a vida dos humanos, o robot despertou a atenção do Departamento de Polícia do estado de Massachusetts, o qual decidiu torná-lo num colaborador temporário.

De acordo com WBUR, a estação de rádio pública de Boston, o esquadrão anti-bombas do estado fez um acordo de três meses com a Boston Dynamics para a aquisição temporária do Spot. Tal como indicam os documentos em questão, o objetivo por trás da decisão das forças policiais foi testar a aplicação do robot na área da segurança pública, em particular, na “inspeção remota de ambientes potencialmente perigosos”.

[caption]O Spot foi utilizado pela Polícia de Massachusetts para ajudar os humanos em ambientes perigosos. [/caption]

Embora os documentos em questão não revelem pormenores exatos a cerca do uso do autómato, um porta-voz da Polícia confirmou à WBUR que o Spot foi utilizado como um “dispositivo móvel de observação remota”. O robot ajudou o esquadrão anti-bombas ao fornecer imagens de equipamentos suspeitos e de localizações potencialmente perigosas, sendo que chegou até a ser utilizado em dois incidentes.

Tanto o Departamento de Polícia do estado de Massachusetts como a Boston Dynamics afirmam que não querem tornar o Spot num robot armado. Tal como indicou Michael Perry, vice presidente da área de Business Development da empresa, os acordos realizados têm obrigatoriamente de ter uma cláusula que explicita que o autómato não será utilizado de uma forma que poderá causar danos físicos ao público.

No entanto, a utilização do Spot pelas forças policiais de Massachusetts está também a despertar a atenção de grupos como a American Civil Liberties Union Foundation (ACLU). A organização exigiu mais transparência por parte do Departamento de Polícia em relação às intenções por trás do acordo realizado com a Boston Dynamics. Segundo uma declaração prestada por Kade Crockford, Program Director da ACLU, ao Tech Crunch, as “agências governamentais devem ser honestas com o público no que toca aos seus planos para testar e aplicar novas tecnologias”.

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