Mas os ecrãs curvos não estão a ser descontinuados pelas várias marcas da área da tecnologia? Nos segmentos dos televisores, a resposta é sim; no que diz respeito a monitores para jogos, multimédia e trabalho, a resposta é um “redondo” não.

Desde que as diagonais apresentam dimensões “generosas” e as resoluções sejam Full HD ou Ultra HD – juntamente com outras funcionalidades avançadas –, estes monitores são companheiros fantásticos. Mas também são caros.

Principalmente neste género de monitores destinados a profissionais, este é um ponto importante e ao qual é impossível escapar. Sim, para ter alguns dos melhores modelos deste mercado é preciso abrir bem os cordões à bolsa, como podemos ver pelos valores associados a cada uma das sugestões da galeria abaixo.

Mas, no fundo, compreendem-se os preços elevados. Mais do que ecrãs para jogar ou ver filmes em 4K no Netflix, estes são “instrumentos” de trabalho com características próprias e adequadas às tarefas profissionais mais exigentes.

Além de vastas áreas de visão e ângulos bastante funcionais (até porque os ecrãs são curvos), a resolução dos cinco modelos acima está em níveis iguais ou superiores ao Ultra HD. Sob um ponto de vista de profissionais de design gráfico, fotografia e edição de vídeo, é preciso mais, contudo.

É por isso que estamos a falar de monitores com painéis IPS que podem ser capazes de reproduzir gamas de cores de 100% face à norma sRGB, sendo possível afiná-los através de tecnologias de calibração por hardware. Isto caso o modelo em causa não venha já pré-calibrado de fábrica para garantir uma precisão de cores adequada.

Diferentes janelas, diferentes fontes

Depois, tanto num uso mais profissional como num outro mais doméstico, há ainda uma funcionalidade que nestes monitores aproveita muito bem o espaço no ecrã e as resoluções elevadas. São os modos Picture-in-Picture (PiP) e Picture-by-Picture (PbP) que equipam quase todos os monitores neste segmento e neste patamar de preços.

Ou seja, podemos dividir o ecrã em várias janelas, cujos sinais de origem provêm de diferentes computadores e/ou dispositivos. Isto no PbP, porque no PiP podemos ter janelas mais pequenas dentro da janela principal que ocupa a maior parte do ecrã. É como se estivéssemos a usar mais do que um monitor, mas com a diferença de ser apenas um…

A utilidade destas funcionalidades é incrível. Dando apenas alguns exemplos, esta é a forma de termos o ambiente de trabalho de um PC numa janela principal e depois a emissão de uma box de TV numa outra. Ou o que vem de uma consola de jogos. Ou até do smartphone.

Para complementar as funcionalidades PiP e PbP, alguns monitores a este nível permitem fazer algo ainda mais funcional: ligar diretamente vários equipamentos, em jeito de hub de ligações, o que faz com que todas as tarefas sejam “controláveis” a partir de um único teclado e um só rato.

Mas há muito mais a explorar nestes monitores com ecrãs curvos, com dimensões “avantajadas”, resoluções elevadas e funcionalidades avançadas. Dos jogos às mais exigentes tarefas profissionais nas áreas da música, imagem e vigilância, são estas algumas das opções mais competentes. Ocupam é bastante espaço na secretária…

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