O investimento em tecnologias de informação na África subsaariana vai crescer para quase 15 mil milhões de dólares este ano (10,5 mil milhões de euros), sendo Angola um dos motores desse crescimento, revela um estudo da International Data Corporation (IDC).

Este valor traduz um aumento de 9,9% face ao registado em 2010, segundo o estudo da consultora internacional para as tecnologias da informação e telecomunicações, a que a Agência Lusa teve hoje acesso.

Angola está no terceiro lugar entre os países com maior volume de investimento previsto, atingindo 499 milhões de dólares (cerca de 349,3 milhões de euros), mais 16,86% do que no ano passado.

Mas o maior impulsionador é, de longe, a África do Sul, com investimentos na ordem dos 11,5 mil milhões de dólares (cerca de 8,05 mil milhões de euros) e um aumento de 6,0% face a 2010, seguido da Nigéria, com aproximadamente mil milhões de euros de investimento.

No estudo "Top 10" das previsões sobre este mercado na região da África subsaariana, realizado no âmbito de uma conferência internacional a decorrer esta semana na África do Sul, a IDC aponta além dos principais mercados algumas "chaves" deste crescimento.

Uma delas é a conclusão de vários troços importantes e a entrada em funcionamento de cabos submarinos internacionais como o WACS (West Africa Cable System), em fibra óptica, que interligará diversos países africanos e europeus.

Esta infra-estrutura, recorde-se, começa em Londres passa por Portugal, Canárias, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Togo, Nigéria, Camarões, República de Congo, República Democrática de Congo, Angola, Namíbia e África do Sul.

Entre as 10 previsões da IDC surge um alerta, de que os países e organizações regionais de África terão de investir substancialmente na melhoria da segurança dos seus sistemas de comunicação.

Com o rápido crescimento da utilização da Internet "abrindo caminhos a roubos de identidade, usos indevidos e cibercrime", é preciso e "as organizações vão procurar melhorar em 360 graus a segurança", prevêem os especialistas da IDC.

Oje

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