Nos últimos dois anos a RealNetworks tem vindo a desenvolver a sua tecnologia de reconhecimento facial direccionado especificamente para a área da educação. O objetivo é tornar as escolas norte americanas mais seguras com a capacidade de monitorizar as pessoas que entram na estrutura escolar. Para já, a ferramenta está a ser testada numa escola em Seattle e o Estado de Wyoming está a desenhar um programa-piloto que deve ser lançado durante o ano.

A empresa disponibilizou um website onde os responsáveis da escola podem fazer o download gratuito do sistema, denominado por SAFR, que pode ser integrado nos sistemas de câmaras de vigilância já disponíveis nas escolas.

Embora pareça uma medida coerente de segurança, sobretudo para combater o perigo da entrada de armas nas escolas, a tecnologia pode gerar controvérsia, como relata a Wired, devido ao efeito “Big Brother”, já que a linha que divide a segurança da privacidade é ténue. Por outro lado, a tecnologia de reconhecimento facial atual ainda apresenta graves problemas na identificação das pessoas, no que diz respeito ao sexo e o tom de pele. A Microsoft já se debruçou sobre o problema e revelou que a sua tecnologia conseguiu reduzir até 20 vezes os erros de reconhecimento.

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O responsável pela RealNetworks, Rob Glaser, reconhece os riscos da tecnologia de reconhecimento facial quando é utilizado de forma imprópria. Mas acredita que ao testar o sistema primeiro nas escolas (os seus filhos estudam na escola em Seattle onde está a ser testada a tecnologia), onde se têm registado tantos incidentes trágicos, a tecnologia que as tornem mais seguras "é algo de bom".

Segundo é explicado, o sistema introduzido na escola em Seattle foi instalado no portão e no circuito de vigilância. Apenas os pais, professores, empregados e outros adultos tiveram de registar os seus rostos no SAFR. Depois disso, para entrarem na escola as pessoas apenas têm de sorrir para a câmara, que é a forma do sistema distinguir entre uma fotografia e uma imagem real. O portão automático apenas abre se a pessoa for reconhecida pelo sistema. Ainda assim, apenas metade dos pais optaram por testar a tecnologia, mas o feedback foi positivo.

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De notar que a base de dados do SAFR está localizada em servidores locais na escola, com uma encriptação que impede a partilha de dados com outros sistemas. Mas, no futuro, se as escolas quiserem introduzir a tecnologia, poderá ser criada uma base mais alargada para partilha de informações entre as várias instituições.

Segundo a mesma fonte, a tecnologia SAFR consegue identificar quando os alunos estão pintados em atividades, distingue emoções, para além de funcionar em diferentes ambientes de iluminação. Além disso, as pessoas são identificadas caso estejam mais ou menos afastadas das câmaras, de perfil ou com a face em outra posição.

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