Marte está cada vez mais ao alcance dos humanos e provar a existência de vida extraterrestre parece que também, a julgar pelas notícias anunciadas há umas horas pela NASA. Segundo a agência espacial norte-americana, o robot explorador Curiosity encontrou material orgânico complexo em rochas marcianas formadas há mais de 3.000 milhões de anos.

As amostras foram retiradas a cinco centímetros de profundidade na base de Monte Sharp, dentro da cratera de Gale, que os cientistas julgam ter sido um antigo lago. "É um avanço significativo, pois indica-nos que o material orgânico é preservado nos ambientes mais desafiadores de Marte", disse o principal autor de um dos dois estudos publicados na revista Science, a astrobiologista Jennifer Eigenbrode , da NASA.

Para a investigadora, a descoberta desta matéria complexa pode permitir "encontrar algo mais bem preservado que contenha uma assinatura da vida".

O Curiosity, que pousou no planeta vermelho em 2012, já tinha descoberto matéria orgânica há uns anos, mas em pequenas quantidades. As análises feitas agora também indicam que a concentração de metano na atmosfera em Marte muda com as estações. Segundo as medições feitas pelo rover na cratera de Gale os níveis atmosféricos de metano no planeta vermelho são mais altos próximo dos equinócios (Primavera e Outono) e menos nos solstícios.

"É um avanço significativo, pois indica-nos que o material orgânico é preservado nos ambientes mais desafiadores de Marte", referiu a astro biologista Jennifer Eigenbrode, da NASA, autora principal de um dos dois estudos publicados na revista Science. Para a cientista, a descoberta desta matéria complexa pode permitir "encontrar algo mais bem preservado que contenha uma assinatura da vida".

Isto porque embora os meios de comunicação e a comunidade científica terem especulado que a agência espacial ia mostrar evidências claras sobre a existência de vida em Marte, o anuncio desta quinta-feira significa apenas mais um passo nessa direção.

"Esta é uma descoberta muito importante para o conhecimento espacial, mas não podemos confirmar a origem destas moléculas. Poderá ser uma prova de vida anterior, mas também poderão pertencer a um meteorito ou outras fontes”, apontou Mahaffy.

De qualquer forma a NASA destacou que este tipo de partículas poderá ter sido a fonte de alimento de uma hipotética vida microbiana no planeta vermelho.