Tornar os controlos de privacidade e de segurança mais intuitivos e visíveis no Chrome. É este o objetivo da Google com as novas ferramentas que a empresa começa a lançar esta terça-feira, numa altura em que está também a reformular as configurações de privacidade e segurança do Chrome para desktop.

O anúncio surge num post de AbdelKarim Mardini, senior product manager do Chrome, onde garante que com esta reformulação pretende tornar os controlos mais fáceis de encontrar e entender, "com linguagem e recursos visuais simplificados". A partir de agora torna, por exemplo, mais fácil gerir os cookies, podendendo escolher se e como os cookies são utilizados pelos sites que visita. Terá opções para bloquear os cookies de terceiros nos modos regular ou incógnito e para bloquear todos os cookies em algumas ou em todas as plataformas online.

Para além disso, a equipa reorganizou os controlos em duas secções distintas na área das configurações. O objetivo passar por "facilitar a localização das permissões mais sensíveis num website", o acesso à localização, à câmara, ao microfone e às notificações. Uma nova secção destaca também a mais recente atividade em permissões.

Na parte superior das definições do Chrome vai passar a ver "O Utilizador e a Google", em vez do termo "Pessoas". Aqui pode encontrar os controlos de sincronização, permitindo definir quais os dados que são partilhados com a Google para armazenar na sua conta Google e quais as informações que são disponibilizadas em todos os dispositivos. E, uma vez que muitas pessoas apagam regularmente o histórico de navegação, "movemos o controlo limpar dados de navegação para o topo da secção privacidade e segurança", explica AbdelKarim Mardini.

No que diz respeito à verificação de segurança, com as novas definições "o utilizador pode confirmar rapidamente a segurança da sua experiência no Chrome". A nova ferramenta vai informar se as palavras-passe que o utilizador pediu para o Chrome foram comprometidas e, em caso afirmativo, explicar como corrigi-las.

O sistema também avisa se a navegação segura, e se o serviço da Google que identifica sites não seguros em toda a web e notifica os utilizadores de potenciais danos, está desativada, ou se os alertas de website perigoso ou download de uma aplicação ou extensão maliciosas estão desligados.

A ferramenta de verificação de segurança passa também a integrar "uma nova maneira adicional de ver rapidamente se a versão do Chrome está atualizada com as mais recentes proteções de segurança". Por outro lado, se as extensões maliciosas estiverem instaladas, a Google irá informá-lo como e onde as pode remover.

Reforço das proteções de navegação anónima e uma nova casa para as extensões

Além de excluir os cookies sempre que o utilizador fecha a janela do navegador no modo de navegação anónimo, o Chrome vai iniciar o bloqueio de cookies de terceiros por definição em cada sessão de navegação anónima. Para além disso, vai incluir um controlo de destaque na página relativo ao "novo separador". O utilizador pode autorizar cookies de terceiros para sites específicos clicando no ícone "olho" na barra de endereços, com este recurso a ser implementado de forma gradual.

A partir de hoje vai passar ainda a ver um novo ícone com um puzzle para as extensões na barra de ferramentas. De acordo com o senior product manager esta opção “oferece maior controlo sobre quais as extensões de dados podem aceder os websites que o utilizador visita”. Para além disso, consegue ainda colocar as extensões favoritas na barra de ferramentas.

Segurança atualizada através da navegação segura da Google e secure DNS

AbdelKarim Mardini garante que o Chrome está a levar até ao utilizador duas grandes atualizações de segurança. "A Navegação Segura avançada da Google oferece proteções mais proativas e personalizadas contra o phishing, malware e outras ameaças da web", explica. Se o utilizador ativar este recurso da Google, o Chrome proativamente verifica se as páginas e downloads são perigosos, enviando informações sobre os mesmos para a navegação segura da Google.

Se estiver registado no Chrome, o próprio navegador e outras aplicações da Google que usa, como o Gmail ou Google Drive, “vão protegê-lo ainda mais com base numa visão holística das ameaças que encontra na web e dos ataques à conta Google”, explica. No próximo ano serão ainda adicionadas mais proteções a este modo, incluindo avisos de phishing personalizados, alertas entre produtos e verificação profunda de downloads de arquivos desconhecidos.

A equipa está também a lançar o Secure DNS, uma funcionalidade desenvolvida para melhorar a segurança e privacidade enquanto está online. Quando o utilizador acede a um site, o navegador precisa, em primeiro lugar, de determinar qual o servidor que o aloja, através de uma etapa conhecida como "análise domain name system (DNS)".

A funcionalidade DNS  Secure do Chrome utiliza DNS sobre HTTPS para encriptar esse passo, ajudando a impedir que os hackers vejam quais os sites que o utilizador visita ou que o direcionem para websites de phishing. Por definição, o Chrome faz esta atualização automática para DNS sobre HTTPS se o fornecedor de serviço atual o suportar. O utilizador também pode configurar um provedor DNS seguro diferente na secção segurança avançada ou desativar a funcionalidade completamente.

Estas novas atualizações e funcionalidades, incluindo as configurações de privacidade e segurança redesenhadas, vão chegar ao Chrome para desktop nas próximas semanas. O anúncio surge depois de a Google ter revelado recentemente que vai passar a ter novas regras para anúncios que “esgotam” a bateria dos equipamentos.

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