Em comunicado, a porta-voz da polícia, Charity Charamba, referiu que a proibição visa aliviar "a disseminação contínua" da cólera na capital, após o Governo ter declarado o estado de emergência.

A lei zimbabueana define amplamente uma reunião pública como "uma concentração pública ou uma manifestação pública".

O ministro da Saúde, Obadiah Moyo, afirmou hoje que o número de infeções subiu para 3.067, face aos 2.000 que foram reportados na terça-feira.

As recentes mortes incluem um diretor de escola e duas crianças em idade escolar, num subúrbio que foi identificado como um dos epicentros do surto.

Obadiah Moyo mencionou que uma escola no subúrbio foi fechada.

Na terça-feira, o Zimbábue declarou estado de "emergência sanitária" devido a um surto de cólera na capital, Harare, que já provocou a morte de 21 pessoas e a contaminação de outras 2.000 devido à ingestão de água contaminada.

O surto começou nos subúrbios de Glen View e Budiriro, onde, segundo funcionários do Conselho Municipal de Harare, uma fuga num cano de esgoto contaminou a água dos poços comunitários que abastecem as comunidades locais.

Harare, como muitas outras aldeias e cidades do país, não dispõe de água potável suficiente, obrigando as habitantes a usar água de poços não protegidos.

A venda de carne e peixe nas áreas afetadas foi proibida, segundo as autoridades, e algumas escolas suspenderam as aulas para evitar mais contágios, segundo o jornal local The Chronicle.

O Governo do Zimbábue pediu ajuda às Nações Unidas e a empresas privadas para que abasteçam as zonas contaminadas com água potável.

Esta é a quarta vez, nos últimos 15 anos, que a cólera  doença tratável que causa vómitos e diarreia intensos e pode ser mortal se não for tratada a tempo , atinge o Zimbábue.

Em 2008 e 2009, a maior epidemia de cólera registada na história do país matou mais de 4.000 pessoas em nove meses e mais de 90.000 foram infetadas.