No documento, os consultores escrevem ainda que "Moçambique aprovou recentemente uma reforma eleitoral como parte das negociações de paz com a oposição" e consideram que "as eleições gerais de Outubro de 2019 podem ter implicações significativas para as hipóteses de paz e estabilidade do país".

No que diz respeito à região da África subsariana, os analistas afirmam que a análise feita no terceiro trimestre deste ano traz poucas novidades relativamente à anterior, mas sublinham que os riscos continuam a ser de várias origens.

Enquanto ponto positivo, destacam o aumento do preço das matérias-primas, nomeadamente o petróleo que deve aproximar-se dos 70 dólares por barril no final do ano, "o que vai ajudar a estabilizar vários indicadores económicos na região, desde o défice às balanças comerciais, passando pelas taxas de câmbio e pelas reservas externas".

Os países exportadores de petróleo, como Angola e Nigéria, "vão ser particularmente beneficiados", apontam os consultores.

Povoações remotas da província de Cabo Delgado têm sido saqueadas com violência por desconhecidos desde Outubro de 2017, provocando um número indeterminado de mortes e deslocados.

Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira.

Os ataques acontecem num momento em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.

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