As máscaras, doadas na última semana, vão ser distribuídas aos profissionais de saúde e à população em geral, refere a mineradora, em comunicado distribuído hoje à comunicação social.

“Este apoio veio a calhar, numa altura em que se prepara a reabertura das escolas, assim, boa parte destas máscaras que recebemos será destinada às escolas de Moatize”, disse o presidente da autarquia local, Carlos Portimão, citado no comunicado.

A Vale é uma das maiores empresas de Moçambique e o carvão mineral é o principal produto de exportação do país.

Em abril, a Vale anunciou a redução do ritmo de produção de carvão na sua mina em Moatize porque “a mina e o porto atingiram os limites de armazenamento” devido à queda de procura provocada pelo novo coronavírus.

A empresa registou no período, a nível global, um prejuízo de 238 mil milhões de dólares (202 mil milhões de euros), quase o dobro do registo homólogo de 2019, “influenciado principalmente pela diminuição do volume de vendas e aumento de custos operacionais”, avançou, na altura, a companhia.

Em Moçambique, além da mina em Moatize, a empresa é uma das participantes na linha ferroviária com 900 quilómetros que leva o carvão desde a província de Tete até ao porto de Nacala, de onde é exportado por via marítima.

Em 2019, a mina de Moatize produziu oito milhões de toneladas métricas de carvão mineral, contra 11,5 milhões de toneladas métricas em 2018.

Moçambique vive em estado de emergência desde 1 de abril e regista um cumulativo de 1.720 casos positivos de Covid-19, 11 mortos e 602 recuperados.

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