"A fortificação de alimentos é reconhecida como uma forma muito eficaz de responder à carência de micronutrientes, um fator importante da malnutrição em Moçambique", disse a chefe de Cooperação da União Europeia em Moçambique, Isabel Faria, citada num comunicado do Programa Mundial para a Alimentação das Nações Unidas (PMA).

O projeto, que teve um período de cinco anos, abrangeu 45 indústrias distribuídas por todo o território nacional e foi implementado pelo PMA, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

"Um ponto-chave da abordagem foi o envolvimento do setor privado e da indústria, que foi fundamental para expandir estes produtos a nível nacional", acrescentou a chefe de Cooperação da União Europeia em Moçambique.

O ministro da Indústria e Comércio, Regendra de Sousa, disse que a desnutrição crónica é um problema de saúde pública no país, afirmando que para o Governo moçambicano o combate a este problema é uma prioridade.

"É necessário continuar a criar a consciência na população sobre a importância do consumo dos alimentos fortificados e por essa via constituiu prioridade a implementação de intervenções que permitam fortificação a nível rural, onde se encontra a maioria da população moçambicana", afirmou o governante.

O Programa de Fortificação de Alimentos, que termina este ano, enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM1c), e cuja prioridade, entre outras metas, era a redução da fome no país.

Dados avançados pela FAO indicam que Moçambique perde anualmente cerca de 1.478 milhões de dólares, o correspondente a 10,9% do Produto Interno Bruto (PIB), devido à desnutrição crónica, que afeta 43% de crianças menores de cinco anos no país.