Jafali Pedro foi condenado por um tribunal de Mangochi, junto ao lago Niassa, depois de ter sido intercetado em 27 de agosto na fronteira de Mkanje na companhia de quatro adolescentes do Maláui a caminho de Moçambique.

A procuradora relatou que o moçambicano disse aos agentes da autoridade que levava os menores para junto de familiares, mas estes disseram estar a ser levados para trabalhar numa quinta agrícola.

Jafali Pedro acabou por ser declarar culpado e tentou mitigar a acusação pedindo clemência e dizendo que cuida de órfãos e da mãe idosa.

No entanto, o tribunal reprimiu o apelo, escreve a agência noticiosa malauiana, sustentando que os casos de tráfico de pessoas estão a aumentar ao longo das fronteiras do Maláui.

“Os traficantes atraem os jovens para negócios duvidosos que colocam em risco o seu futuro, daí a necessidade de haver uma sentença rígida para impedir outros de cometerem crimes semelhantes”, disse a procuradora, Josephine Chigawa.

O juiz Joshua Nkhono concordou e estabeleceu a pena de 12 anos de prisão, conclui.

O moçambicano é natural de uma aldeia do distrito de Ngauma, que faz fronteira com o Maláui.

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