Segundo vizinhos e familiares citados pela imprensa brasileira, o corpo encontrado é de uma mulher que teria gritado, pedindo ajuda, debaixo dos escombros, no dia do desabamento, na sexta-feira.

Há ainda 14 pessoas desaparecidas, que são procuradas pelas equipas de resgate nesta segunda-feira, quarto dia de buscas após o desabamento dos dois prédios na periferia da capital 'carioca'.

Cerca de cem bombeiros trabalham no local da tragédia, juntamente com trinta técnicos e engenheiros do Exército, deslocados para ajudar na remoção dos escombros.

O trabalho de busca para localizar sobreviventes e corpos conta com a ajuda de cães farejadores e informações dadas pelos moradores da área.

A zona em que os dois prédios desabaram faz parte de um complexo de comunidades pobres da zona oeste do Rio de Janeiro, que estão sob o controlo de milícias - grupos criminosos, liderados por agentes da polícia e militares na ativa ou reformados.

Os milicianos seriam responsáveis pela construção e venda destes imóveis construídos ilegalmente e que já terão cerca de 30 mil habitantes.

Não há explicação oficial para as causas dos desabamentos, mas o bairro de Muzema está localizado numa das mais atingidas por fortes chuvas que afetaram o Rio de Janeiro na segunda semana de abril, provocando então dez mortos.

Há suspeitas de que as chuvas possam ter causado este novo desastre, já que houve grande concentração de águas e deslocamento de terras na área em que estão os prédios que desabaram, após as tempestades no Rio de Janeiro.

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