O objetivo da doação de livros visa reforçar a rede de bibliotecas escolares do distrito e a biblioteca municipal do Xai-Xai, explica a organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD) numa nota enviada à Lusa.

Segundo a organização, o envio do contentor de Portugal com o material é uma iniciativa “enquadrada no programa Passaporte para a Leitura, criado em 2008, e que é o maior programa de intervenção da AIDGlobal, em Moçambique, no âmbito do combate à iliteracia e incentivo à leitura".

A AIDGlobal explica que através deste programa “são criadas e equipadas bibliotecas municipais e escolares, na província de Gaza, e promovidas atividades de animação da leitura e a capacitação de técnicos e professores bibliotecários".

A ONGD desenvolveu esta iniciativa, que pretende ser um contributo para a literacia e melhores condições de vida nas zonas rurais de Moçambique, com ajuda da Mozambikes, entidade criada em Moçambique por um português, e que cedeu as 27 bicicletas.

Assim, os mais de 35 mil livros serão entregues com as 27 novas bicicletas que, além de serem um meio de transporte eficiente, facilitam o acesso aos educadores do projeto Passaporte para a Leitura.

Com a chegada dos 35 mil livros, a AIDGlobal terá ainda a possibilidade de reerguer uma biblioteca escolar na cidade da Beira, afetada pelo ciclone que atingiu a região, em 2019, disponibilizando aos alunos que frequentam os 10º, 11º e 12º anos obras de apoio, de acordo com o seu contexto curricular, refere na mesma nota.

Este é o quinto contentor com material escolar enviado para Moçambique com o objetivo de promoção da literacia e de incentivar à leitura.

A entrega dos livros ocorre no dia anual do encontro de professores, adianta a organização.

A AIDGlobal é uma ONGD, sem fins lucrativos, criada em 2004, que "desenha e implementa projetos na área da educação, em Portugal, com enfoque na promoção da cidadania global, e em Moçambique no incentivo à leitura, reduzindo os níveis de iliteracia".

Em 2006, foi reconhecida com o estatuto de ONGD pelo Governo português e registada junto do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

A organização foi ainda reconhecida, em 2009, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros moçambicano e considerada uma Associação Juvenil Equiparada pelo Renaj – Registo Nacional do Associativismo Jovem.

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