"Quero assegurar que, neste momento, em Cabo Delgado, a força [policial] continua posicionada e a situação está sob controlo," referiu Inácio Dina, porta-voz da PRM.

Dina falava hoje, em Maputo, na conferência de imprensa semanal da polícia, depois de o mais recente ataque ter acontecido na sexta-feira.

"Se é a continuação da insurgência, como se tem dito, em momento oportuno vamos dar a conhecer", disse.

"A polícia continua lá, em conjunto com outras forças de defesa e segurança", concluiu.

Na sexta-feira, pelas 21:00, um grupo de homens armados incendiou a aldeia remota de Ilala, distrito de Macomia, na província nortenha de Cabo Delgado, disseram fonte locais e das autoridades à Lusa.

Não houve vítimas, mas dezenas de casas terão sido destruídas.

O ataque aconteceu depois de um outro registado na quarta-feira, pelas 22:00, feito contra o centro de saúde em construção numa outra aldeia da região, Malinde, situada junto à costa no distrito de Mocímboa da Praia, disse fonte das autoridades à Lusa.

Além dos danos materiais, não houve vítimas a registar.

Povoações remotas da província de Cabo Delgado têm sido atacadas por desconhecidos, desde Outubro de 2017, provocando um número indeterminado de mortos, na ordem das dezenas, e um número ainda maior de deslocados.

Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação, nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira.

Os ataques acontecem numa altura em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.

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