A posição da maior central sindical de Moçambique foi expressa pelo respectivo secretário-geral, Alexandre Munguambe, falando durante o início dos trabalhos da Comissão Consultiva de Trabalho (CCT), uma plataforma que junta sindicatos, Governo e a maior associação patronal do país, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

"Depois de se agravarem os preços dos transportes, produtos de primeira necessidade e outros serviços básicos, então o que resta é ajustar, na mesma proporção ou um pouco mais, os salários", declarou Alexandre Munguambe.

A contínua degradação dos salários poderá provocar consequências indesejáveis, disse, sem concretizar o alerta.

Falando na ocasião, a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, assinalou que o ajustamento salarial para o ano em curso deve ser equilibrado, atendendo ao imperativo de manutenção das empresas, postos de trabalho e criação de mais firmas.

Vitória Diogo adiantou que os novos salários mínimos por sector de actividade serão anunciados em Abril, como corolário das negociações hoje iniciadas entre os parceiros sociais.

Por seu turno, o representante da CTA na CCT, Pedro Baltazar, limitou-se a assegurar o empenho do patronato nas discussões que o fórum vai levar a cabo durante o ano em curso.

"A CCT não estava de férias, como muitos poderiam pensar, sempre trabalhou para proporcionar aos moçambicanos luz, esperança, unidade, justiça, paz laboral e um futuro melhor", afirmou Pedro Baltazar.