Depois de terem recebido ontem a título póstumo a medalha militar e da Cruz de Valor Militar, Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello, os 2 comandos especiais navais, mortos, na sexta-feira, durante uma operação de libertação de 4 reféns, no Burkina Faso, foram, hoje, homenageados, pelo Presidente, Macron.

Logo de manhã, um carro das forças especiais da marinha com os caixões dos 2 fuzileiros navais, Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello, cobertos com a bandeira francesa atravessaram a ponte Alexandre III sobre o Rio Sena, aclamados por centenas de militares e civis.

Nas cerimónias que decorreram no Monumento dos exércitos dos Inválidos em Paris, o Chefe de Estado, Emmanuel Macron, a esses 2 valerosos da Nação, condecorou Pierrepont e Bertoncello, com tíitulo da Legião de honra, declarando:

“Estamos aqui para afirmar com toda a energia das tripas da tristeza, que não cederemos nada dos combates nos quais participam e deram a vossa vida”.

“Uma Nação só é livre e forte se tiver heróis, e ser digna deles, elevando-se à deles e permanecendo unida”.

“A França é uma Nação que jamais abandonará os seus filhos quaisquer que sejam as circunstâncias e isto mesmo que seja nos confins do Planeta”. Aqueles que atacam um francês devem estar cientes de que o nosso país não vacilará e que terão sempre pela frente o nosso exército e suas unidades de elites, acrescentou Macron.

França determinada a combater o terrorismo 

O Chefe de Estado francês, sublinhou, ainda, o seu discurso de homenagem aos 2 comandos que tombaram pela Nação num país estrangeiro:

“Nós continuaremos, assim, a luta, de sol a sol, contra o terrorismo, no Sahel como no Levante e aqui no solo francês”.

Recorda-se que tudo começou com o rapto 4 reféns, 2 turistas franceses, Patrick Picque e Laurent Lassimouillas, igualmente, homenageados hoje pelo Presidente Macron, uma sul-coreana e uma americana, no Parque nacional do Benim.

Ainda no Benim o motorista-guia dos 2 turistas franceses, Fiacre Gbédji, foi também morto pelos jiadistas que actuam no Sahel, levando com eles os reféns para Burkina Faso.

A operação das forças especiais francesas e do Burkina Faso, conseguiriam mais tarde supreender os jiadistas e libertar os 4 reféns, mas, deixariam a sua vida no campo de batalha, os dois comandos navais franceses, hoje, homenageados.

De notar, que nas cerimónias, para além do Chefe de Estado, Macron estiveram igualmente presentes, os ministros da Defesa e do Interior, dos Negócios estrangeiros, Presidente da Assembleia nacional, presidente da câmara municipal de Paris e dirigentes da oposição, forças militares e familiares das vítimas.

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