Dois voos com 1.600 abrigos oferecidos pela Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID) chegaram na quinta-feira ao aeroporto de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, e outros quatro voos são aguardados com o resto do material.

"Cada kit do DFID tem duas lonas e uma corda para ajudar as famílias para ajudar as famílias a construir abrigos básicos e vão ser distribuídos pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e autoridades locais", anunciou a OIM.

A distribuição vai incidir nas ilhas de Matemo e Ibo e nalgumas zonas do continente, como Pemba, Macomia e Mucojo.

"Os sobreviventes continuam em risco porque há necessidades imediatas de comida, abrigo e água limpa. É necessário apoio humanitário adicional com urgência", disse Katharina Schnoering, chefe de missão da OIM em Moçambique.

A OIM tem "uma presença de longo prazo na área, em apoio ao governo e comunidades locais", referiu a organização.

Cabo Delgado "é uma província chave para a OIM, sendo parte de um corredor por onde muitos migrantes do Corno da África transitam para chegar à África do Sul".

O ciclone Kenneth foi o primeiro a atingir o norte de Moçambique e foi classificado com um grau de destruição de categoria quatro (numa escala de um a cinco, do mais fraco ao mais forte).

A tempestade matou 41 pessoas, segundo o levantamento provisório das autoridades, e afetou cerca de 227.000 pessoas.

Moçambique foi pela primeira vez atingido por dois ciclones na mesma época chuvosa (de novembro a abril), depois de em março o ciclone Idai, de categoria três, ter atingido o cento de Moçambique onde provocou 603 mortos.

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