Ateliê do artista

No ateliê Mukhambira, encontramos o músico Ivan Mucavele. Aqui, ele fabrica instrumentos utilizados na música tradicional moçambicana. Neste espaço, no distrito de Marracuene, a 30 quilómetros de Maputo, o artista inventa e reinventa peças que hoje também podem ser vistas na música moderna de Moçambique. - DW/R. da Silva

Timbila

Este instrumento pode ser confundido com a timbila, mas o artista explica que é um xilofone que ele mesmo reinventou. Este instrumento foi adaptado de uma mbirra (outro instrumento que veremos mais adiante) para um xilofone. - DW/R. da Silva

Viola com coluna

Esta é outra reinvenção de Mucavele. Este instrumento que se parece a uma guitarra leva um captador que, por sua vez, coneta-se a um amplificador. Chama-se “mpankwe” e é um instrumento do norte de Moçambique, nomeadamente Cabo Delgado, Nampula e parte do Niassa. - DW/R. da Silva

Xitende

Este instrumento chama-se xitende. Tradicionalmente leva um pau e uma cabaça (esta “barriguinha” com uma perfuração). Geralmente ele tem um fios, mas aqui ele foi curiosamente reinventado e adaptado a dois fios e afinadores convencionais. Trata-se de uma nova proposta do artista para ser usada na produção musical. Esta nova versão de xitende foi rebatizada de “xitandambire”. - DW/R. da Silva

Piano

Esta é a “mbirra” que durante a colonização portuguesa foi banida, tal como outros instrumentos tradicionais. Mucavele recuperou o instrumento, reinventou e batizou com o nome de “dzavanyungue”, cuja origem é de Tete. E, como se pode ver, tem três teclados. - DW/R. da Silva

Caixa viola

Este é “contrabaixo” muito usado na produção musical do norte de Moçambique. Geralmente leva uma corda. Este instrumento evolui para aquelas guitarras convencionais produzidas com recurso a uma caixa de madeira. Com o “contrabaixo” toca-se qualquer música, segundo explicações do artista. - DW/R. da Silva

Som panela

Este instrumento é uma caixa de ressonância. Os teclados foram feitos numa peça que se confunde com uma panela. O som que sai é mais aberto, como se fosse de um fio muito fino de uma guitarra convencional. - DW/R. da Silva

Piano redondo

A principal diferença do piano redondo está na elevação das suas laterais. Com esta forma, o instrumento fica como uma espécie de roda, emite um som mais abafado, que se compara com um fio grosso de uma guitarra. - DW/R. da Silva

Conga

A conga também já é modernizada. Esta foto mostra o instrumento ainda na fase de construção. No ateliê Mukhambira, a conga é feita de madeira e com intervalos, para ter uma sonoridade diferente das congas modernas. - DW/R. da Silva

Batuque

É um instrumento muito usado em diversas manifestações culturais de Moçambique em particular. Já não é uma invenção do artista. O corpo do batuque é feito de madeira e, na parte de cima, a cobertura é de pele de animal - como boi ou cabrito. - DW/R. da Silva

Xizambi

É da família dos arcos tradicionais como xipendane e xitende. O som que se emite neste instrumento é praticamente o mesmo que sai do xitende, dependendo da colocação ou não de uma cabaça. - DW/R. da Silva

Viola

Este instrumento africano é chamado de arpa. A sua origem é queniana e ugandesa. O artista reinventou este instrumento com uma adaptação de na afinação. O seu objetivo foi produzir um outro som, diferente das arpas originais que se assemelham ao som da mbirra. - DW/R. da Silva

Artista na oficina

Aqui vê-se Mucavele em pleno trabalho de construção de instrumentos musicais. O músico usa martelo, chaves de fenda, alicates e outras ferramentas de carpintaria e serralharia para trabalhar a madeira e os metais a fim de inventar e reinventar instrumentos. - DW/R. da Silva

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