"O serviço de saúde confirmou os dados [numa avaliação de outubro até hoje] e a maior parte das pessoas foram vítimas de descargas atmosféricas", disse o chefe do departamento técnico do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) na Zambézia, Milton Barbosa, em declarações à agência Lusa.

Segundo os últimos dados do INGC, numa avaliação de outubro até ao dia 02 de janeiro, além das vítimas mortais, um total de 8.571 pessoas foram afetadas, entre as quais 16 ficaram feridas na época chuvosa em curso.

No período em análise foram registados ventos e chuvas fortes, descargas atmosféricas, incêndios e queda de granizo, avança o documento de balanço da época chuvosa do INGC.

O período chuvoso em curso em Moçambique começa em outubro e termina em abril, tendo já afetado pelo menos 48 mil pessoas em todo o país, principalmente no centro e norte do país.

Moçambique emitiu um alerta laranja para todas as províncias do país, como forma de dar celeridade à mobilização de recursos para a assistência a vítimas e à reposição de danos, tendo em conta que a época chuvosa no país só termina em abril.

No total, durante o período chuvoso anterior (2018/2019), 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre o país.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.