“Pelo menos duas das espécies recém-descobertas não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do mundo e ocorrem na floresta tropical única da Serra da Gorongosa”, escreve-se na nota do PNG.

O artigo científico resulta de seis anos de um trabalho de campo realizado pelo entomologista (biólogo, especialista em insetos), Piotr Naskrecki, e pelo ex-técnico do PNG Ricardo Guta.

“O artigo descreve a biologia, a distribuição e o comportamento acústico (canções produzidas por estes insetos) de todas as 60 espécies que vivem na região” e, no meio deste trabalho, encontraram-se as novas espécies.

Os novos gafanhotos foram batizados com nomes científicos em homenagem às pessoas que deram o seu contributo para a conservação da natureza em Moçambique.

É o caso do gafanhoto Gorongosa Carri, designação “colocada num novo género que recebeu o nome do parque e de homenagem a Gregory Carr”, promotor da restauração do PNG nos últimos anos.

O Parque da Gorongosa localiza-se na província de Sofala, no centro do país, e tem cerca de 4.000 quilómetros quadrados.

Apresenta-se como “o principal parque nacional de vida selvagem de Moçambique”, localizado na extremidade sul do Vale do Rift do leste africano.

É habitat de “alguns dos ecossistemas biologicamente mais ricos e geologicamente mais diversos do continente” e é cogerido pelo Governo de Moçambique e pelo Projeto da Gorongosa.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.