Pelo menos 33 pessoas foram detidas durante a operação organizada pela polícia de Myanmar (antiga Birmânia) com o apoio do Exército em várias localidades do Estado de Shan (noroeste), perto da fronteira com a República Popular da China, indica o comunicado do Gabinete das Nações Unidas contra as drogas e delitos.

"O que se descobriu através desta operação é, na realidade, fora do normal, e fica claro que uma rede de produção desta dimensão não seria possível sem a participação e o apoio financeiro de grupos internacionais de crime organizado", aponta Jeremy Douglas, representante do departamento da ONU para o sudeste asiático.

As buscas a laboratórios ilegais de produção de estupefacientes decorreram entre 20 de fevereiro e 09 de abril.

Além das pastilhas foram apreendidos 292 quilogramas de heroína e 500 de cristal de metanfetamina, 588 quilos de ópio e 49 de morfina.

As autoridades detetaram também 630 quilos de efedrina, 3.750 litros de fentanilo e mais de 35 toneladas de outros componentes utilizados na produção de estupefacientes.

"Hoje podemos confirmar que a produção e o tráfico de drogas desde e através de Shan (...) é mais do que cristal de metanfetamina porque verifica-se a evolução de produção opioides sintéticos numa escala que não tinha sido prevista", refere Douglas.

De acordo com as autoridades, há evidências de que grupos armados rebeldes estão envolvidos com a produção de tráfico de drogas.

Nos últimos anos, a produção de metanfetamina foi sendo sobreposta à produção do ópio, na antiga Birmânia, porque é mais barata e não requer grandes extensões como o cultivo da papoila, convertendo o país num dos maiores produtores do mundo da droga sintética.

As Nações Unidas alertam sobre níveis sem precedentes no tráfico de estupefacientes no "Triângulo de Ouro", em que confluem a Tailândia, o Myanmar e o Laos.

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