"A nossa principal prioridade é garantir que qualquer sobrevivente que tenha levantado uma alegação de exploração e abuso sexual em Moçambique, esteja em segurança e tenha acesso rápido aos serviços e apoio centrados nas vítimas", referiu o coordenador da ajuda humanitária, Marcoluigi Corsi, em comunicado.

"Estamos envolvidos com o governo e todos os outros interlocutores relevantes para garantir que qualquer denúncia de abuso e exploração sexual seja tratada de maneira confidencial, rápida e abrangente", acrescentou o coordenador do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitário (OCHA) em Moçambique.

Mulheres relataram casos de exploração e abusos sexuais denunciados por jornalistas e organização não-governamentais após o ciclone Idai, em março, no centro do país.

"Desde o início da resposta ao ciclone Idai e agora com o ciclone Kenneth, transmitimos mensagens claras: a ajuda é gratuita e a exploração e abuso sexual são inaceitáveis", acrescentou.

No entanto, o risco mantém-se, pelo que foi reforçada a formação de pessoal no terreno para "seguir qualquer rumor, relato ou alegação e acelerar a ação em resposta a esses casos".

O ciclone Kenneth foi o primeiro a atingir o norte de Moçambique e foi classificado com um grau de destruição de categoria quatro (numa escala de um a cinco, do mais fraco ao mais forte).

A tempestade matou 41 pessoas, segundo o levantamento provisório das autoridades, e afetou cerca de 227.000 pessoas.

Moçambique foi pela primeira vez atingido por dois ciclones na mesma época de chuvas (de novembro a abril), depois de em março o ciclone Idai, de categoria três, ter atingido o cento de Moçambique onde provocou 603 mortos.

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