"Apostamos em criar capacidade técnica dos meteorologistas de maneira a saber interpretar aquilo que os equipamentos mostram", declarou Adérito Aramuge, falando à margem de um seminário sobre “mudanças climáticas", que decorre hoje e sexta-feira em Maputo.

Adérito Aramuge enfatizou que o Inam pode ter um sistema de previsão meteorológico altamente equipado, mas será inútil, se os seus técnicos não forem capazes de o operar.

Nesse sentido, a melhoria da qualidade dos meteorologistas moçambicanos é fundamental para uma previsão de tempo eficiente e tornar o Inam credível, acrescentou.

"Temos dois grandes pilares: trazer a visibilidade para a instituição e trazer a credibilidade", frisou Amaruge.

Para se tornar mais relevante para a sociedade, prosseguiu, a instituição quer direcionar recursos humanos e materiais na pesquisa sobre as mudanças climáticas em Moçambique, tendo iniciado esse trabalho, mas de forma ainda incipiente.

O diretor-geral do Inam assinalou que a passagem dos ciclones Idai e Kenneth, em março e abril deste ano, colocou a urgência em apostar numa previsão meteorológica com maior incidência no mar.

Os dois fenómenos tiveram origem no oceano Índico e deixaram um rasto de destruição no centro e norte do país.

"A investigação não é fácil, requer investimento e equipamentos, mas já estamos nesse processo, ainda que não tenhamos atingido a maturidade", referiu Adérito Aramuge.

O "Seminário Técnico-Científico sobre Mudanças Climáticas" junta especialistas em estudos ambientais, académicos e ativistas da causa do ambiente.

O encontro é promovido pelas organizações não-governamentais de defesa do ambiente Observa e Livaningo, em parceria com as embaixadas de França, Finlândia e Suécia.

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