A activista sueca Greta Thunberg vai participar, hoje, em Hamburgo, numa nova marcha juvenil pelo clima, duas semanas antes da “greve mundial” que ela “convocou” e que vai ser acompanhada por marchas juvenis em vários países.

Desde meados de Janeiro, todas as sextas-feiras, cerca de 15 mil estudantes manifestam-se na Alemanha para alertar para a necessidade de salvar o planeta. “Rebelião ou extinção” é um dos slogans ouvidos e as palavras de ordem também se vão ouvindo na Austrália, no Reino Unido e começam a ecoar em França.

Tudo começou com a greve semanal de Greta Thunberg, em Agosto, quando passou a faltar às aulas às sextas-feiras para se sentar diante do Parlamento sueco e pedir acções pela defesa do clima.

Desde então, a sua luta chegou a vários países, foi convidada para falar na conferência das Nações Unidas para o Clima, na Polónia, em Dezembro, tomou a palavra no Fórum Económico Mundial de Davos, em Janeiro, foi recebida na semana passada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e também esteve em Bruxelas para pedir ao presidente da Comissão Europeia medidas mais ambiciosas que as definidas no Acordo de Paris.

Para a adolescente, a redução de emissões de gases com efeito de estufa de 40% – imposta pela União Europeia em relação aos números registados em 1990 – “não é suficiente para salvaguardar o futuro das crianças de hoje”, pelo que essa redução deve ser de “pelo menos 80%” até 2030, ou seja, o dobro da proposta atual.

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