Em comunicado que divulgou hoje, o escritório do MISA em Moçambique diz que as ameaças surgem na sequência de uma carta publicada pelo Ikweli, na qual funcionários do Tribunal Administrativo da província de Nampula denunciam situações de alegada má gestão naquela instituição.

Outros funcionários do TA dirigiram-se à redacção do jornal, exigiram os nomes dos autores da carta e pediram que a publicação desmentisse que a denúncia tinha sido feita por pessoas de dentro do tribunal.

Os autores das ameaças disseram, nas instalações do jornal, que os jornalistas que escreveram a matéria com base na carta “pagariam caro”.

Seguidamente, um dos autores do texto, Celestino Manuel, recebeu cinco chamadas telefónicas com ameaças de morte.

Três dos autores das chamadas eram homens e dois mulheres.

“O MISA Moçambique repudia estes actos, considerando-os um grave atentado à liberdade de imprensa, consagrada no artigo 48 da Constituição da República”, lê-se no comunicado.

Aquela organização exige, por isso, “o fim imediato destas interferências e intimidações atípicas de um Estado de direito democrático, como é o caso de Moçambique”, conclui.

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