Depois de ter sido arquivado em 2012, o caso voltou aos tribunais no passado mês de Julho, tendo o juiz absolvido os auditores do Tribunal de Contas, mas manteve a acusação contra o jornalista, a quem os juizes e secretários exigem uma indemnização de um milhão e 500 mil euros.

O advogado de defesa Adelino Izidro disse à VOA “acreditar que o tribunal irá arquivar o processo porque Oscar Medeiros apenas fez o seu papel de jornalista”.

“Espero bom senso e acredito que o tribunal não irá criar mais um problema no momento em que a justiça tem sido muito criticada”, acrescentou Izidro que admitiu interpor alguma acção ainda antes do julgamento.

Contactado pela VOA, o presidente da Federação dos Jornalistas dos Países de Língua Portuguesa, Alcimir Carmo, vai mais longe e afirma que o caso “ é uma forma de censura porque o jornalista fez apenas o trabalho dele de informar”.

O tribunal, acrescenta Carmo, deve proteger as liberdades e o jornalista “como todo o cidadáo deve investigar e saber como é usado o seu dinheiro” em São Tomé e Príncipe como em qualquer outro país.

Aquele responsável revela que só recentemente tomou conhecimento do caso e que a Federação de Jornalistas dos Países de Língua Portguesa vai contactar o seu associado em São Tomé e Príncipe antes de tomar uma posição “que será enviada ao tribunal”.

O presidente da Associação dos Jornalistas de São Tomé e Príncipe, Juvenal Rodrigues, disse à VOA que a organizaçao “não conseguiu chegar a um consenso para tomar uma posição porque há feridas ainda abertas do tempo de gestão de Óscar Medeiros à frente a TVS”.

Contactado pela VOA, o Sindicato dos Jornalistas e o Conselho Superior de Imprensa, através dos seus presidentes, não quiseram pronunciar-se em virtude de o caso estar na justiça.

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