O guitarrista mais afamado de Moçambique, Jimmy Dludlu, considerou que o nosso país deve fazer mais para potenciar a cultura e o talento que existe, sobretudo na área musical, talento esse que tem-se evidenciado na África do Sul.

Jimmy Dludlu foi um dos espectadores atentos no recém terminado 12º Festival de Jazz de Cape Town, na África do Sul, tendo acompanhado a actuação dos seus compatriotas que foram figuras de cartaz neste evento mundial.

Dludlu esteve a assistir atentamente a actuação de Ivan Mazuze e Orlando Venhereque misturado com o público que lotou o Basil “Manenberg” Coetzee, palco onde desfilaram os saxofonistas nados na Pérola do Índico.

Para Jimmy Dludlu a presença de músicos nacionais neste evento afirmando que “esta é uma boa montra para projectar a carreira de jovens como Orlando Venhereque e Ivan Mazuze”, para depois acrescentar que “eu também toquei neste festival há dois anos e para o ano estarei de volta”.

O autor de temas como “New Church Street”, do álbum “Corners of My Soul, disse que a presença em Cape Town de promotores de concertos de jazz e de jornalistas moçambicanos é “uma boa oportunidade para transmitir a energia da organização de eventos do género para o país, assim como é uma oportunidade para revitalizar o festival que anualmente se realizava em Maputo”.

Quanto ao facto de a maior parte de jazzistas moçambicanos se basearem e atingirem projecção internacional à partir de Cape Town, Jimmy Dludlu justificou dizendo que “moçambique neste momento não tem condições para organizar um festival de jazz, muito menos para apoiar os músicos que estão nesta área ou apoiar a área cultural. Enquanto isso prevalecer a África do Sul continuará o melhor local para atingir os nossos sonhos como músicos”.

Alfredo Lituri (Texto e Fotos)

SAPO MZ

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