O relatório vai ser divulgado com a participação de membros do conselho técnico do INGC, a equipa humanitária e instituições da sociedade civil.

O ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique em março, provocou 604 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas.

A intempérie provocou cheias intensas que arrastaram aldeias, pontes, estradas e outras infraestruturas, criando lagos gigantescos que levaram semanas a desaparecer.

A cidade da Beira, uma das principais do país, ficou severamente danificada pelo Idai e serviu de palco a uma gigantesca operação de mobilização de meios internacionais para apoio à população.

A destruição atingiu ainda os países vizinhos do Zimbábue e Maláui.

O ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000.

As Nações Unidas têm alertado para o facto de fenómenos meteorológicos extremos, como os ciclones que este ano se abateram sobre Moçambique, estarem a tornar-se mais frequentes.

A ajuda humanitária deve, por isso, ser conciliada com ações de resiliência que ajudem a população a lidar com estas intempéries, disse na segunda-feira, em Maputo, o diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM), António Vitorino.

Mais de meio milhão de pessoas ainda vivem em locais destruídos ou danificados, enquanto outros 70.000 permanecem em centros de acomodação de emergência, segundo o mais recente relatório da OIM, redigido em julho, que alerta para a falta de condições para enfrentar a nova época chuvosa, em novembro, dentro de três meses.

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