As vítimas são oriundas das províncias de Manica e Tete, no centro do país, e Niassa, no norte, e as causas estão relacionadas com descargas atmosféricas e afogamento, disse Paulo Tomás.

No total, segundo o porta-voz do INGC, durante a época chuvosa que começou em outubro em Moçambique cerca de 543 casas foram parcialmente destruídas, afetando cerca de 2 mil pessoas.

"Estamos posicionados nas províncias que possuem maior risco. Estamos a falar das províncias de Nampula e Zambézia", disse o porta-voz do INGC.

Entre Outubro e Abril, Moçambique é ciclicamente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, sujeita à passagem de tempestades e, ao mesmo tempo, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral.

Paradoxalmente, o sul do país é igualmente afetado por secas prolongadas durante este período.

O Governo moçambicano vai desembolsar 206 milhões de meticaispara o plano de contingência da época chuvosa 2018/2019.

Na última época chuvosa, pelo menos 61 pessoas morreram devido às calamidades e outras 152.246 foram afetadas, sendo as províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia as mais afetadas, segundo dados oficiais.