A Presidente da Argentina, Cristina Fernandéz Kirchner, anunciou um decreto que proíbe os meios de comunicação social de fazer publicidade de ofertas sexuais, segundo a Rádio Renascença.

O decreto, disse a governante citada pela agência EFE, é “um gigantesco passo na luta contra o tráfico de pessoas, contra a discriminação”, uma vez que a propaganda a ofertas sexuais, sobretudo nos jornais, “é um veículo para cometer o delito de tráfico de pessoas e uma profunda discriminação para a condição da mulher como tal”.

Disse ainda que a medida é um passo “contra a hipocrisia” dos meios de comunicação que informam sobre o flagelo das redes de tráfico de seres humanos e, ao mesmo tempo, publicam “ofertas sexuais que lhes garantem grandes lucros”.

Para a Presidente, “não se pode, nas primeiras páginas dos jornais, exigir ao Governo que lute contra o tráfico de pessoas e logo nas páginas comerciais pôr avisos onde se veicula a mais incrível e vergonhosa humilhação da condição feminina”.

O decreto agora publicado, além de proibir a publicação de avisos de ofertas sexuais, cria uma agência de controlo tutelada pelo Ministério da Justiça. “Isto não é uma condenação às mulheres que são objecto deste comércio. É uma condenação aos meios e aos que instrumentalizam este tipo de coisas, seja através da exploração directa ou através da propaganda dessa exploração pela comunicação social”, esclareceu Cristina Fernandéz.

SAPO/RR

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.