“Essa situação decorreu na sequência de uma informação de que a penitenciária tomou conhecimento, segundo a qual um grupo de detido estava a preparar uma evasão em massa”, disse Jeremias Cumbe, diretor nacional dos Serviços Penitenciários, citado hoje pelo diário O País.

Além dos três reclusos que foram baleados mortalmente na sequência dos tumultos, sete pessoas ficaram gravemente feridas.

Os confrontos iniciaram-se depois de um guarda prisional ter deixado cair uma granada de gás lacrimogéneo, durante uma revista de rotina, num dos pavilhões das celas da prisão, provocando a libertação de fumo e, segundo as autoridades, uma reação violenta por parte dos reclusos.

De acordo com Jeremias Cumbe, durante o trabalho dos guardas prisionais foram encontrados nas celas telemóveis e folhas de serra.

“Ainda não se sabe como é que esses telemóveis estavam nas celas”, referiu o diretor nacional dos Serviços Penitenciários.

Os prisioneiros incendiaram escritórios e o posto de saúde da cadeia, obrigando à intervenção dos bombeiros, que conseguiram controlar as chamas.

Os guardas prisionais e a UIR só conseguiram dominar a situação uma hora depois do início dos confrontos.

A Procuradoria Provincial vai abrir um inquérito para investigar o incidente.

A cadeia, situada na província de Nampula, alberga mais de 1700 reclusos.

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