"Apesar do grande compromisso e da enorme mobilização que o país tem empreendido ao longo dos anos, o VIH/Sida continua um problema de saúde pública", declarou Zacarias Zindonga, secretário permanente do Ministério da Saúde.

Zacarias Zindonga destacou o impacto negativo da doença no desenvolvimento social e económico do país, quando falava na palestra sobre "Pesquisa em HIV/Sida: Partilhando evidências da África Austral", promovida pela Fundação Manhiça, uma instituição de pesquisa biomédica.

O país, prosseguiu, enfrenta o repto de reduzir a taxa de infecção diária e a mortalidade por VIH/Sida, através do fortalecimento de campanhas de prevenção e tratamento.

"Muito tem sido feito, mas ainda somos assolados por carências em termos de recursos humanos, materiais e financeiros para enfrentar a magnitude do problema", destacou.

Por seu turno, o secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate ao Sida (CNCS), Francisco Mbofana, considerou elevada a taxa de incidência do VIH/Sida no país, que se situa em 13,2% entre a população com idade entre 15 e 49 anos.

"Temos uma taxa elevada, mas que resulta do aumento da longevidade dos doentes graças à expansão do tratamento anti-retroviral", disse Francisco Mbofana.

As autoridades de saúde devem assegurar que mais doentes adiram ao tratamento, porque atualmente apenas 56% de doentes têm acesso à medicação anti-retroviral, dos cerca de dois milhões de infectados.

Por outro lado, prosseguiu, é necessário assegurar que os doentes em tratamento não abandonem os cuidados de saúde, para evitar o aumento da carga viral e da subida do potencial de novas infecções.

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