“Estamos comprometidos em apoiar os planos de desenvolvimento comunitário e diversificação económica de Moçambique”, disse Jos Evens, diretor geral da ExxonMobil Moçambique, citado hoje numa nota distribuída à comunicação social.

O investimento de 338 mil euros para projetos comunitários naquela província é feito pela ExxonMobil em representação dos parceiros da Área 4, um dos consórcios que explorar gás natural na bacia do Rovuma, norte do país.

O primeiro projeto, com o objetivo de promover avanços na produção agrícola em Palma-Sede, na província de Cabo Delgado, visa reduzir, para pequenos agricultores, a “dependência às condições climáticas” para plantar , através da construção de túneis de horticultura e do fornecimento de suprimentos para sistemas de irrigação por gotejamento, que ajudarão na produção de uma ampla variedade de produtos para o mercado local.

Para a empresa, a melhoria das técnicas de cultivo vai permitir que as comunidades reduzam a “quantidade de tempo que passam nos campos, melhorando a qualidade, diversidade e confiabilidade das suas culturas”, explicou o diretor.

O segundo projeto, a ser implementado em Senga, também em Cabo Delgado, visa ensinar técnicas de produção de mel às comunidades.

Segundo a nota, um carpinteiro local vai ser treinado para construir colmeias para 40 agricultores, o que permitirá a produção de mel para o consumo e para a venda.

“A produção de mel não requer limpeza da terra e, portanto, cria uma fonte de rendimento, enquanto conserva recursos florestais valiosos”, referiu Jos Evens, acrescentando que com o desenvolvimento de projetos na região, “haverá exigências crescentes para serviços de catering, hotéis, apartamentos e residentes”.

Segundo dados da empresa, desde 2017, a ExxonMobil investiu mais de seis milhões de dólares (5 milhões de euros) em todo o país em programas comunitários nas áreas de saúde, educação, empoderamento da mulher, agricultura e conservação.

A petrolífera norte-americana lidera com a italiana Eni o consórcio de exploração de gás natural da Área 4 da bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, Norte de Moçambique.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma ‘joint venture’ em co-propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70% de interesse participativo no contrato de concessão.

A portuguesa Galp, a KOGAS (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detêm cada uma participações de 10%.

No início do mês de abril, a ExxonMobil anunciou oficialmente o adiamento, sem prazo, da decisão final de investimento para o seu megaprojeto de gás natural na área.

O adiamento deve-se a um corte em 2020 nas despesas de capital em 30% e nas despesas operacionais em 15% devido à queda dos preços do petróleo e derivados, provocada pelo excesso de oferta e baixa procura em consequência da pandemia de covid-19.

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