Na semana passada, fontes locais disseram à Lusa que desconhecidos atacaram um autocarro de passageiros, provocando três feridos, num troço de estrada junto ao rio Pungúe, entre os distritos de Gorongosa e Nhamatanda, na província de Sofala.

Questionado hoje pela Lusa sobre a ocorrência, Bernardino Rafael confirmou o ataque ao autocarro e informou ainda que um outro veículo e uma ambulância foram atingidos por desconhecidos, sem entrar em pormenores.

A serra da Gorongosa é um refúgio histórico de guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição.

Apesar de as hostilidades entre Governo e Renamo terem cessado em dezembro de 2016 e de a paz ter sido formalmente subscrita através de acordos assinados há um mês, um grupo liderado por Mariano Nhongo, tenente-general da Renamo, permanece "entrincheirado nas matas".

O grupo, que se autodenomina Junta Militar da Renamo, contesta o líder do partido, Ossufo Momade, e os acordos assinados por este, nomeadamente os que regulam o desarmamento e reintegração dos guerrilheiros na sociedade.

Fonte do grupo negou à Lusa a autoria do ataque, classificando-o como uma forma de "chantagem" contra a Junta Militar, que formou uma direção à revelia da estrutura oficial do partido e ameaça com ação militar se o Governo não renegociar os acordos de paz.

Nhongo já se havia demarcado de um outro ataque ocorrido em 01 de agosto no centro do país, mas em Nhamapadza, a 200 quilómetros do distrito de Gorongosa, em que duas pessoas ficaram feridas depois de disparos contra um camião e um autocarro de passageiros.

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