A mulher de 60 anos profanou um túmulo e retirou os ossos de um bebé recém-nascido, pouco depois de ter participado no seu funeral, num cemitério tradicional em Gatacata, interior de Matsinho (Manica), explicou Mateus Mindu, porta-voz da Polícia de Manica.

“A mulher foi detida nesta terça-feira e questionada pela Polícia: ela alega que queria usar os ossos para tratamentos tradicionais e usaria também para reforçar os seus ‘poderes’ e chamar mais clientes (para o consultório)” disse Mateus Mindu.

A idosa, filiada a Associação dos Médicos Tradicionais (Ametramo), teria sido denunciada à Polícia por outros curandeiros, que a indiciaram de “violar a ética” do grupo, que agora proíbe o uso de “sangue e ossos humanos” nos tratamentos tradicionais.

Este é o primeiro caso que se regista este ano na província de Manica, onde a prática já foi relacionado ao canibalismo e tráfico entre seguidores das crenças.

“Estamos a trabalhar de forma cerrada para estancar este tipo de práticas na nossa província”, precisou Mateus Mindu, que apelou à denúncia.

Entretanto, a Polícia de Manica deteve ainda um jovem de 20 anos de idade que matou a paulada a avó, de 66 anos, que culpava pela sua impotência sexual com recurso a magia negra.

“Ele alega que praticou o ato por vingança, porque a avó contribuía para a sua impotência sexual e o insucesso na vida (conjugal e económica)”, disse Mateus Mindu, que condenou o recurso a justiça pelas próprias mãos.

O jovem, segundo a Polícia, foi detido domingo no distrito de Macate quando tentava fugir depois de praticar o crime.

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