As agências internacionais avançam que mais de um milhão de crianças precisa de assistência humanitária nas regiões norte e centro de Moçambique, afectadas pelos ciclones Kenneth e Idai reconhece o impacto.

“O impacto foi muito grande” afirmou a chefe do departamento da Educação do Fundo das nações Unidas para a infância UNICEF. Os ciclones não só afectaram “crianças como em famílias, comunidades e todas as pessoas que vivem lá”, no centro e norte do país.

Camille Baudot falava, em entrevista à RFI, à margem da cerimónia de inauguração de 10 salas de aula resiliente às calamidades naturais e de um escritório administrativo na escola primária Completa de Zualo, na localidade de Golo no distrito de Homoine, na província de Inhambane.

Estas salas de aula, reconstruídas pela ONG espanhola Arquitectos Sem Fronteira, fazem parte de um projecto de reconstrução das 100 salas de aula, destruídas pelo ciclone Dineo em 2017, na província de Inhambane.

Perto 5.000 alunos, na sua maioria crianças do ensino primário, deixam de assistir as aulas sentadas no chão ao fim de dois anos. O relato de Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo.


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