"O que se pretende aqui é que se preserve a vida e a saúde das nossas crianças. Para isso, condições prévias deverão ser criadas nas nossas escolas para que as crianças estejam seguras", disse a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano de Moçambique, Carmelita Namashulua.

A governante falava à comunicação social momentos após uma reunião do Conselho de Ministros, em Maputo, capital do país.

Carmelita Namashulua esclareceu que o reinício das aulas no país ainda não tem datas, mas será feito faseadamente, priorizando as classes com exames, nomeadamente a 10.ª e a 12.ª, no ensino secundário, e 7.ª, no primário.

Segundo a ministra, o executivo moçambicano está ciente do desafio, tendo em conta as atuais condições das escolas moçambicanas.

"Por exemplo, das cerca de 670 escolas secundárias existentes no país, apenas 300 têm condições sanitárias e água. Então, o trabalho é redobrado", reconheceu a governante, avançando que o calendário do ano letivo será alterado.

"Há probabilidade de estendermos o ano letivo para janeiro e fevereiro. Consequentemente, os anos de 2021 e 2022 também serão reajustados", afirmou Carmelita Namashulua, que não descarta a possibilidade de voltar a encerrar escolas, em função da evolução da situação da COVID-19 no país.

No ensino público, Moçambique conta com um total de 13.337 escolas primárias e 677 escolas secundárias.

As escolas moçambicanas estão encerradas desde 01 de abril, no âmbito do estado de emergência decretado pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

No domingo, o Presidente moçambicano anunciou a prorrogação do estado de emergência pela terceira vez - o máximo previsto na Constituição - com levantamento faseado de algumas restrições.

Além da reabertura faseada das escolas, voltará a haver ligações aéreas internacionais com alguns países, será permitido mais pessoas nos locais de trabalho e os museus poderão reabrir.

Desde o anúncio do primeiro caso em Moçambique, em 22 de março, o país registou um total de 889 casos positivos, seis óbitos e 232 pessoas recuperadas, segundo as últimas atualizações do Ministério da Saúde.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 505.500 mortos e infetou mais de 10,32 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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