Durante seis meses, o CIP, Centro de  integridade pública, realizou mais uma investigação sobre a corrupção, em Moçambique e conseguiu comprar algumas cartas de condução falsas que foram reconhecidas pela Polícia de Trânsito.

O investigador Egas Jossai, que se fez passar por quem não tinha carta de condução explica como é que o processo funciona no Instituto dos Transportes Terrestres de Moçambique, Inatter, na cidade de Maputo.

“Entrámos em contacto com os intermediários, porque o esquema envolve pessoas que não estão afectas à Inater, como também, a funcionários e altos quadros do próprio do Inater”.

“Pagámos pela carta o valor de 50 mil meticais numa forma faseada. Depois duma semana tivemos a carta provisória. Duas semanas depois, tivemos a carta definitiva mediante o pagamento da segunda prestação.”

Com este esquema o estado moçambicano perde anualmente a favor dos funcionários corruptos 400 mil euros como resultado de mais de 600 cartas de condução adquiridas sem que o seu portador passe de uma escola para o efeito.

De Maputo, o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.


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