Actualmente, as brigadas de recenseamento eleitoral abrem as portas as 07h00 da manhã para encerrar as 16h00, um exercício que iniciou a 19 de Março e termina a 17 de Maio corrente para as autárquicas a ter lugar, em todo o país, a 10 de Novembro próximo.

O desejo foi manifestado esta segunda-feira, na cidade de Maputo, por Carimo, que hoje iniciou uma visita aos postos de recenseamento instalados na capital moçambicana. “Estamos a avançar com algumas propostas como, por exemplo, o reforço em algum equipamento. Estamos também a falar com as várias autoridades governadores, administradores que também estão a se empenhar, pessoalmente, na mobilização dos vários concidadãos. Estão a se empenhar, por exemplo, em encontros com régulos e outros líderes tradicionais e também estamos a ver a possibilidade, ao nível do STAE, de aumentar uma hora ou duas horas de tempo por dia, de tempo de trabalho”, disse.

Segundo Carimo, a CNE considera que já não há espaço para a prorrogação do período de recenseamento eleitoral, mesmo cientes de que em alguns pontos do país as percentagens alcançadas ainda estão muito aquém daquilo que seria de desejar. “Ainda não temos a previsão da prorrogação em termos de datas de finalização do recenseamento eleitoral. Nós não estamos a abrir espaço por causa do calendário que é apertado. Então, o que nós queremos dizer é que os que ainda não se recensearam têm mais 10 dias pela frente para exercerem o seu direito e seu dever”, disse Carimo.

Por isso, Carimo exorta a todos os moçambicanos a aderirem ao recenseamento. “O que nós queremos, de facto, é que todos se façam aos postos de recenseamento e ninguém deve ficar em casa sem ter se recenseado, pois só faltam poucos dias e esses poucos dias, para nós, como responsáveis pela gestão eleitoral, são cruciais porque temos que ter uma capacidade para responder a uma avalanche que vai acontecer nos postos de recenseamento. A cidade de Maputo conta actualmente com cerca de 56 por cento de cidadãos recenseados.

Entretanto, três dos seis municípios existentes na província de Gaza já alcançaram as metas de potenciais eleitores. Trata-se dos municípios da Praia do Bilene, Mandlakazi e Chókwè. A governadora de Gaza, Stella Pinto Novo Zeca, exprime a sua preocupação com alguns distritos com autarquias e que ainda não atingiram as metas.

“Já atingimos a meta e vamos a ultrapassar enquanto outros ainda estão dentro daquilo que seria esperado. Temos ainda duas semanas e já chegamos a 75 por cento, aproximadamente. Isto significa que até o final esperamos conseguir a meta ou ultrapassar. Não podemos deixar tudo até ao fim porque, como sabem, na última hora sempre a afluência é bem maior e isso pode complicar o processo normal do recenseamento”, disse a governadora em declarações a Rádio Moçambique.

A fraca afluência ao recenseamento eleitoral é algo que também preocupa, sobremaneira, o Presidente da República, Filipe Nyusi. O estadista moçambicano expressou este sentimento durante um comício recente que orientou no bairro de Intaka município da Matola.

Na ocasião, Nyusi disse ser preocupante o facto de a província de Maputo ocupar os últimos três lugares, a escala nacional, em termos de afluência aos postos de recenseamento eleitoral.

O Presidente deplorou o facto de a província de Maputo ainda não ter atingido 40 por cento de potenciais eleitores, quando faltavam apenas pouco mais de duas semanas para o término do recenseamento.

Explicou que a província de Cabo Delgado, extremo norte do país, já recenseou cerca de 75 por cento do potencial de eleitores, e a cidade de Pemba, a capital provincial, já atingiu cerca de 93 por cento. “Aqui, na província de Maputo, nem 40 por cento de potenciais eleitores atingimos. Temos que recensear para escolhermos aqueles que vão resolver os nossos problemas,” afirmou.