Um barco da organização não governamental que estava a ajudar a retirar os moradores da cidade costeira de Kalapara capotou devido às rajadas de vento e foi atirado para o rio.

O voluntário “carregava um megafone pesado e usava botas e um blusão”, além de que “não sabia nadar”, disse o responsável do Crescente Vermelho no Bangladesh Nurul Islam Khan.

O homem “afogou-se devido ao peso de seu equipamento”, acrescentou.

O ciclone Amphan, o mais poderoso em duas décadas que se está a formar na Baía de Bengala, atingirá hoje a Índia e o Bangladesh, que temem danos consideráveis e já retiraram quase dois milhões de pessoas.

O Amphan deve chegar a terra por volta das 18:00 locais, na fronteira entre Índia e Bangladesh, ao sul da cidade de Calcutá, com ventos de até 185 quilómetros por hora (km / h). Os meteorologistas temem uma tempestade com ondas até cinco metros de altura e a possibilidade de maremotos.

O Bangladesh abrigou 1,5 milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras baixas. No lado indiano, mais de 300.000 pessoas foram retiradas no estado de Bengala Ocidental (leste) e 20.000 na região vizinha de Odisha.

O Amphan foi classificado na segunda-feira como de categoria 4 (em 5) na escala Saffir-Simpson, com ventos entre 200 e 240 km / h, e é o ciclone mais poderoso a formar-se no Golfo de Bengala desde 1999. Naquele ano, um ciclone matou 10.000 pessoas em Odisha.

Apesar da perda de energia do ciclone à medida que se aproxima da costa, as autoridades indianas e do Bangladesh esperam muitos danos materiais.

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