Em agosto, o Supremo Tribunal do estado australiano de Victoria já rejeitara um recurso da defesa de Pell, mantendo a condenação do cardeal a seis anos de prisão.

Nesse mesmo dia, o Vaticano reconheceu a decisão do tribunal, reiterando o respeito pelo sistema judicial australiano.

Pell era o anterior prefeito da Secretaria da Economia do Vaticano, mas foi afastado do topo da hierarquia religiosa.

Os advogados do arcebispo emérito de Melbourne e Sydney, de 77 anos, criticaram o veredicto do tribunal de primeira instância e uma das bases do recurso foi a alegação de que a decisão foi irracional, por se basear unicamente no testemunho de uma das vítimas.

George Pell, nomeado pelo papa Francisco para supervisionar as finanças do Vaticano, foi condenado em dezembro de 2018 por cinco acusações de abuso sexual de duas crianças do coro da catedral de St. Patrick, em Melbourne, em 1996 e 1997.

Em março, foi condenado a seis anos de prisão.

Uma das vítimas de Pell morreu de 'overdose' de heroína em 2014, aos 31 anos, aparentemente sem fazer qualquer acusação de abuso. A lei estadual impede que as vítimas de agressão sexual sejam identificadas publicamente.

Afastado do Conselho de Cardeais, George Pell é o mais alto responsável da Igreja Católica condenado por pedofilia.

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