Com o mote “Sem escola, a infância pesa mais”, a campanha é uma iniciativa da Helpo, uma organização não governamental para o desenvolvimento atua em Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, chegando atualmente a cerca de 57.000 crianças.
A angariação de fundos, que começa sábado e decorre até dia 14 de setembro, vai realizar-se em 418 lojas Pingo Doce, em todo o país, onde os clientes poderão contribuir com um, três ou cinco euros e, assim, “tornar mais fácil a educação das crianças moçambicanas”.
Segundo a Helpo, um dos principais objetivos da iniciativa é “financiar a resposta à emergência no apoio aos deslocados internos em Moçambique, nomeadamente as crianças, que têm de enfrentar um novo ano letivo em condições dramaticamente adversas”.
“Com a crise humanitária que atinge Cabo Delgado, são cerca de 4.000 novas crianças em idade escolar a que o apoio da Helpo terá de chegar”, prossegue a nota desta ONG.
Através do montante escolhido, os portugueses poderão comprar lanches, mochilas e manuais escolares para estas crianças.
“Nas comunidades mais pobres do norte de Moçambique, região em que a Helpo trabalha desde 2008, um simples lanche, distribuído na escola, pode ser o incentivo necessário para levar uma criança às aulas diariamente”, refere a Helpo, acrescentando que neste país “é comum não existir um único manual escolar, nem sequer para o professor”.
Nestas comunidades, onde muitas crianças têm de fazer vários quilómetros a pé para chegar à escola, uma mochila pode fazer toda a diferença.
Na província de Cabo Delgado e Nampula são milhares as populações deslocadas, fustigadas pela pobreza, conflitos armados, desastres naturais e, mais recentemente, pela covid-19.
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