O Ministério da Agricultura brasileiro indicou que todas as compras de carne suína “‘in natura’ ou pouco processada” estão temporariamente suspensas, sem adiantar por quanto tempo.

A decisão foi motivada pelo registo de um caso da doença num javali encontrado morto na fronteira entre a Alemanha com a Polónia, de acordo com um comunicado das autoridades brasileiras.

O Ministério brasileiro também enviou às autoridades sanitárias alemãs um pedido de “informações detalhadas” sobre as “medidas de biossegurança” adotadas pelas unidades industriais do país europeu.

O Brasil junta-se assim a outros países, como Argentina, China, Japão, Coreia do Sul e Singapura, que já anunciaram embargos à comercialização da carne suína alemã.

Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde Animal confirmou a existência de peste suína africana num javali, encontrado morto no estado alemão de Brandemburgo, na fronteira com a Polónia.

Até ao momento, este é o único caso confirmado da doença no país, que é o maior produtor de proteína animal europeu.

Embora a peste suína africana não represente um perigo para a saúde humana, é fatal para os porcos.

No final de 2018, um surto maciço da doença forçou a China, o maior consumidor mundial de carne suína, a sacrificar milhões de animais em todo o país.

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