Segundo a secretária-executiva do CNCS, Idalina Libombo, Moçambique ainda está longe de alcançar os 90% da população a usarem este método contraceptivo.

“Só 28% das mulheres usa o preservativo e esse número é relativamente baixo para os homens, pois apenas 24% usa. Nas zonas rurais a situação é mais caótica, pois apenas 11% usa este método contraceptivo”, disse Libombo que falava durante um encontro subordinado ao tema “Reflexão sobre a estratégia do preservativo em Moçambique”, acrescentando que nas zonas urbanas a taxa é equivalente a 54%.

As populações das províncias de Niassa e Cabo Delgado, na região orte de Moçambique, são as que menos usam preservativos nas suas relações sexuais.

Segundo Libombo, a situação é mais preocupante nos adolescentes, pois apenas 11% usam preservativos. Segundo o mesmo, a fraca adesão deste método pode estar a influenciar, em parte, os elevados índices de infecção no país.

Com cerca de dois milhões de seropositivos, Moçambique assume a quinta posição na lista dos países com o maior número de pessoas infectadas.

A representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Andrea Wojnar, fez questão de frisar que a falta de informação sobre os métodos contraceptivos é uma realidade no país, com um impacto negativo na vida de muitos moçambicanos.

“Sem a informação necessária e os meios para a sua protecção, os adolescentes e os outros grupos vulneráveis em particular a rapariga, estão em risco de comprometer a sua saúde física, mental e reprodutiva”, afirmou.

O responsável destacou ainda a necessidade de se elaborar estratégias para assegurar o uso do preservativo e a redução do número de infectados no país e outras infecções de transmissão sexual. “Uma delas seria garantir o acesso à educação”’, frisou.

Libombo explicou ainda que os preservativos distribuídos cobrem menos da metade das necessidades. Por isso, o CNCS pretende disponibilizar cerca de 20 milhões de preservativos até 2021.

Também estabeleceu como meta que, no mesmo período, 90% da população, na faixa etária dos 15 aos 49 anos, use o preservativo nas suas relações sexuais.

A pandemia do HIV e SIDA em Moçambique representa um sério problema de saúde pública que está a condicionar, de forma dramática, os esforços de desenvolvimento da economia nacional por afectar uma boa parte da população jovem com idades entre 15 e 49 anos.

Dados do Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA em Moçambique (IMASIDA 2015) indicam que a prevalência do HIV nesta faixa etária é de 13,2%.

Segundo o censo populacional de 2017, Moçambique possui uma população de 28,9 milhões de habitantes.

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