O SAPO deslocou-se a alguns pontos da capital angolana e ouviu a reacção dos luandinos, sobre o que pensam sobre o caso.  

O estilista e alfaiate Almerino Domingos começa por criticar a comunicação social: “Os jornalistas falharam muito! É inacreditável, porque eles são os defensores do povo. Por isso deviam reflectir mais para fazerem perguntas pertinentes e que satisfizessem aqueles que tanto contam com eles como advogados. Eu esperava ver o Presidente a transpirar com perguntas e a tirar o lenço de bolso várias vezes, para limpar o calor, mas infelizmente não aconteceu. Contudo, percebi também que muitos não estavam preparados, e que outros tinham algum medo”.

Almerino Domingos deixou também algumas palavras para reflexão: “Entre o necessário e importante devemos escolher a opção certa, a fim de não sofrermos ou fazermos sofrer os que estão envolvidos nas nossas vidas”.

Por sua vez, António Campos, acrescentou: “O chefe de estado sentiu algum conforto. Eu acho que ele esperava muito mais, mas os jornalistas não souberam aproveitar bem a oportunidade inédita, mesmo sabendo que o país precisa de corrigir muita coisa que está mal e melhorar o que está bem”.

Angolano residente em Londres, Inglaterra, há mais de 10 anos, João Miguel, contribuiu também com a sua opinião: “Nem tudo estava mal. Contudo, espero que da próxima vez seja melhor, porque mesmo à distância nós temos acompanhado as informações, sobre o crescimento e o desenvolvimento do país em todos os sectores”.

Por fim, Elsa Pinto, licenciada em medicina dentária, acredita que os jornalistas, nesta altura, estão num momento de reflexão profunda: “Por causa da falha de alguns, a classe paga, mas acho que as entrevistas colectivas vão continuar, porque os jornalistas são os profissionais indicados para nos darem informações sobre o que acontece. Além disso, eles fazem muito pelas pessoas de todos os níveis”.

Pereira Francisco

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