O Santuário Natural de Tchimpounga, com uma extensão de 26 hectares, é considerado o maior do continente africano e abriga 200 chimpanzés, por isso o Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação de Angola e o Instituto Jane Goodall, organização não-governamental espanhola, que gere o santuário, criaram uma parceria, para receber os primatas angolanos.

“Estamos a formalizar um protocolo bilateral para interação das partes e dos Governos. O Santuário Natural de Tchimpounga é o maior de África, com cerca de 200 chimpanzés resgatados da caça furtiva”, disse o diretor do Parque Nacional de Maiombe, José Bizi, citado pela agência noticiosa angolana, Angop.

Segundo o responsável, em agosto, foram transferidos do Parque Nacional de Maiombe para o santuário, criado em 1992, três chimpanzés fêmeas, entre as quais duas adultas e uma cria, uma situação que se vai verificar até que Angola formalize o seu próprio santuário.

José Bizi referiu que além da captura das mãos dos caçadores furtivos, cidadãos na província de Cabinda que criam chimpanzés estão a fazer a entrega voluntária dos animais, face à sensibilização que tem sido feita para devolução da espécie.

Fruto da campanha, prosseguiu o responsável, foram já devolvidos ao Parque Nacional de Maiombe cinco chimpanzés – um filhote de quatro anos, três outras crias e uma fêmea de 14 anos.

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