“Apelamos às autoridades que investiguem de forma independente e imparcial as ameaças e intimidações contra Fátima Mimbire”, lê-se numa carta divulgada apela pela AI.

As ameaças surgem pelo facto de Mimbire ser um dos rostos da campanha “Eu não pago as dívidas ocultas”, que consiste na oferta de camisolas de manga curta com aquela frase e gravação de vídeos nas redes sociais, na Internet, contestando a negociação do Estado com os credores.

A activista disse à Lusa que há uma onda de informação nas redes sociais que a acusa de trabalhar na “desestabilização do país”, numa tentativa de silenciar a ação do CIP.

Outras mensagens dizem que está a ser usada por estrangeiros para criar desentendimentos entre a sociedade e os governantes, relatou.

A Amnistia Internacional apela ainda para que Fátima Mimbire e outros colaboradores do CIP “recebam proteção adequada, de acordo com os seus desejos, para que possam continuar trabalhando livremente, sem medo de represálias”, lê-se na carta dirigida ao chefe de Estado.

Moçambique deve garantir que o direito à liberdade de expressão seja respeitado e protegido em Moçambique, conclui.

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